HOMENAGENS

– Bem-vinda Claudia Santiago Giannotti!

No dia 18 de Janeiro de 2016, no quarto dia da ocupação, recebemos com grande prazer a visita da Claudia Santiago Giannotti, companheira de vida e de luta do Vito Giannotti. Foi um momento muito comovente e importante para tod@s. Obrigada Claudia pela força e pela solidariedade!

– Bloco Fala Puto que Eu Te Escuto vai homenagear o comunicador popular Vito Giannotti.

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Na sexta-feira, dia 5 de fevereiro, o bloco Fala Puto que Eu Te Escuto vai homenagear o comunicador popular Vito Giannotti. Sempre animado, Vito não perdia um desfile do bloco. Todo ano ele estava lá entre a luta, os confetes e as serpentinas. A concentração será a partir das 18 horas na Rua Alcindo Guanabara, em frente à Livraria Antonio Gramsci e ao Núcleo Piratininga de Comunicação.

Pelo direito à comunicação e à folia!

Viva Vito!
Viva o carnaval!

– Vito Giannotti: Companheiro e Amante

 Vito Giannotti (3)Texto escrito em 3 de outubro de 2015.   Por Claudia Santiago [1]

Neste momento estou em um avião voltando para o Rio de Janeiro após um dia de trabalho em Goiânia juntamente com meu colega Arthur William. Não era para ser assim.

Eu devia estar em casa muito brava com Vito por ter passado mais um fim de semana sozinha enquanto ele cruzava os céus do Brasil dizendo para os trabalhadores que um partido sem jornal era como um exército sem armas.

Era sempre assim. A cada viagem a cena se repetia. Primeiro eu caía no choro e depois rapidamente ficava feliz por saber como era importante o trabalho dele.

Ele me telefonava o tempo todo. Às vezes eu era boazinha, compartilhava da felicidade dele de estar junto com os companheiros, ajudando a luta da classe. Ele nunca se cansava. Nunca dizia não. Passava horas em escalas nos aeroportos. Mas vibrava com o pessoal do Maranhão, do Rio Grande do Norte, do Sergipe, do Piauí, de Pernambuco, do Ceará. Com as gentes das cinco regiões brasileiras.

Outras vezes, quando ele ligava eu estava chateada. Mal respondia. Mas quando ele chegava em casa, toda bronca se dissipava e eu contava nos dedos os dias que o teria no Rio de Janeiro. Eram os dias mais felizes da minha vida. Dormir e acordar ao lado dele. Sempre conversando. Eu dizia: – Quando a gente ficar velhinho, pode ser que não façamos mais sexo, mas teremos sempre assunto para conversar.

Nem sempre concordávamos politicamente. Às vezes eu era mais radical; às vezes era ele. Dizia sempre que eu tinha cabeça de PCB. Não era só de PCB. Os 20 anos que passei na CUT me ensinaram a viver harmonicamente com todas as forças políticas do campo da esquerda. Eu não sei viver de forma belicosa dentro da esquerda. Na função de assessora, tinha por todas as forças políticas o mesmo respeito e dedicação.

Trouxe essa marca para o Núcleo Piratininga de Comunicação, que juntos criamos em 1994, portanto logo depois de nos conhecermos. E o Vito gostava muito dessa característica plural.

Homem de visão ampla, arejada, leitor de Marx, Lenin, Trotsky, Rosa, Alexandra Kollontai, Gramsci, Willien Reich, Bordiga, Heliete Saffioti, Étienne de La Boétie, Ângelo Gaiarça, Heloneida Studart. Autor de mais de 30 livros sobre sindicatos, história dos trabalhadores e comunicação.

Era um feminista que reafirmava sempre que a opressão do homem pelo homem começava com a opressão da mulher pelo homem.

Crítico do modelo capitalista de família. Mas extremamente ligado aos filhos André, Taiguara e Luisa. Defensor e praticante da revolução sexual. Ser amante dele, como eu fui, durante 23 anos era o melhor dos mundos. Era o homem generoso, preocupado com o prazer da companheira.

E assim ele viveu a segunda metade dos seus 50 anos no Brasil. Como um tarado pela comunicação dos trabalhadores. Ensinou a falar, a escrever, a diagramar, a usar as fotos e as ilustrações. Caminhou entre todas as forças políticas da esquerda no Brasil com muita generosidade. Como ele mesmo dizia: “do rosinha ao quase roxo são meus amigos”. Os patrões são o nosso inimigo, assim como os Estados Unidos e a Rede Globo. E contra essa trinca ele se bateu politicamente.

Em respeito a mim, buscou considerar o PCB e entender o apoio do partido a Joaquinzão contra a Oposição Metalúrgica. Mas nunca engoliu a relação com Luís Antônio Medeiros.

Com o PCdoB ele nunca teve problema. Relevava tudo daqueles que tinham feito a Guerrilha do Araguaia, embora nunca tivesse sido adepto da política do foquismo.

Vito acreditava no convencimento dos trabalhadores. “Quer fazer a revolução?”, ele perguntava para logo responder: “eu também quero, mas antes precisamos convencer muita gente disso”. Por isso criou junto comigo o Núcleo Piratininga de Comunicação e depois a livraria Antonio Gramsci. Por isso difundiu no Brasil inteiro a ideia da comunicação sindical como disputa de hegemonia. Como o MST era o seu partido, toda semana distribuía o jornal Brasil de Fato na praça Saens Peña, na Tijuca, coerentemente com o que pregava. Fez isso até o dia 23 de julho. Ele morreu no dia 24.

Vito sempre foi um dirigente. Daquele tipo que era o primeiro a chegar e liderar a tropa. Um dirigente além de respeitado, amado. Solidário, respeitoso, corajoso, lutava com amor e alegria. Por ele, companheiros como Paulo Cézar ou Cícero de Crato, e tantos outros, eram capazes de tudo. Usaram seus corpos como escudo contra os porretes dos pelegos que tinham Vito Giannotti na mira. Hoje, choram como órfãos do irmão mais velho.

Quando trabalhava em fábricas em São Paulo, Vito foi intensamente perseguido pelos patrões. Era a ditadura. E, como coordenador da Oposição Metalúrgica, foi preso no DOPs. Por isso tudo, em 2011 Vito foi anistiado político. Imediatamente abriu mão de sua remuneração no Núcleo Piratininga de Comunicação. O dinheiro daquela anistia permitiu a ele um tratamento de saúde digno no último ano de sua vida.

As favelas cariocas

Depois de 10 anos no Rio, lutando, escrevendo, dando aula, fazendo palestra, participando de todas as manifestações que coincidiam com seus dias sem viajar, descobriu as favelas cariocas. Foi logo depois da Chacina do Borel. Juntos, criamos o Curso de Comunicação Popular do NPC e a nossa vida mudou. Nossos amigos não eram mais apenas os sindicalistas e os intelectuais. Passamos a dividir a vida com jovens da Maré, Santa Marta, Cidade de Deus, Jardim América, Manguinhos, Jacaré, Campo Grande, Alemão, enfim, da cidade toda.

Uma lufada de ar fresco nos jogou no dia a dia da favela carioca. Com sua comida, sua música, sua alegria e suas dores inomináveis, frutos de tamanha violência contra a população.

E daí ele se apaixonou pelo funk de MC Leonardo e Mano Teko, pelo hip-hop de Rapper Fiell e do Bonde da Cultura. E também pelo samba da Marina Iris, Tomaz Miranda, Manu da Cuíca e pelo violão de 7 cordas do Maurício Massunaga, “o japonês”, como ele chamava.

Leu o livro do Cid Benjamin “Gracias a la vida” e quis conhecer o Barbas, no carnaval de 2014; o Bip Bip do Alfredinho. Já tinha pouco tempo de vida quando entendeu a esquerda carioca. O carnaval ele entendeu logo. Brincava todos os anos. Seu último baile foi na Praça XV, em 2015, no Cordão do Boitatá.

Era um jovem, brincalhão, apaixonado, vibrante, que só tinha uma tristeza: os rumos da política no Brasil e no mundo. O triunfo da direita o machucava. Muito. Por isso ele vibrou com Lula, Correa, Evo, Cristina, Chavez, Dilma e Mujica. Principalmente de  Chavez ele gostava muito. Uma surpresa: ele admirava profundamente a presidenta Dilma Roussef. Discordava da política, mas a admirava como mulher. Ele gostava do seu jeito forte, pisando e falando firme.

De repente tudo mudou. Depois de sentir tonteira algumas vezes, seu cardiologista pediu um exame na cabeça. Não deu outra: aneurisma cerebral. E em maio de 2014, nosso mundo desabou. Depois da operação bem sucedida, teve dois AVCs e se recuperou. De repente, uma hérnia, que aguardava a sua vez de ser operada, enclausurou. Operou a hérnia. A operação foi um sucesso para um paciente que tomava remédios para afinar o sangue, arritmia cardíaca e fibrilação.

2015 chegou e nós comemoramos. Estávamos vivos, felizes, nos amando mais do que nunca. Festeiros como éramos, em julho de 2015 já preparávamos uma festa para agradecer a todos os que ficaram ao nosso lado no difícil ano de 2014.

Não tínhamos dúvidas de que havíamos vencido.

Até que, no dia 23 de julho, ele me levou ao aeroporto, me pagou um café e desejou bom trabalho. Raramente eu dava cursos sem o Vito. Mesmo que estivéssemos um em cada sala de aula, estávamos no mesmo espaço. Daquela vez eu iria sozinha. E fui.

Minhas últimas palavras para ele foram: “Como vou viver sem você quatro dias?”

Eu não vou viver nenhum dia sem você, meu amor. Acompanhada por nossos filhos Luisa, Sheila, Marina, Gustavo, Eric, Tatiana, Gizele, Raquel, Alan, Renata, Augusto, Arthur, Lidiane, Fiell, Julião, Rita, Pablo, Camila, Katarine, Matheus, Kátia, Mário, Well e tantos outros e outras que é melhor parar por aqui, eu não viverei nenhum dia sem você.

E você não vai morrer nunca! Vou tratar de falar você para muita gente, para que a tua história se espalhe pelo mundo, como a história do revolucionário da solidariedade e da alegria. A história do homem que virou semente.

[1] Claudia Santiago é jornalista, professora de história e coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação. Foi companheira de Vito Giannotti de 1993 até julho de 2015.

 LEIA O ARTIGO – TRADUZIDO PARA O FRANCÊS

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– VITO GIANNOTTI é homenageado no 21º Curso Anual do NPC

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Mais que um curso em homenagem, uma prática cotidiana para celebrar uma das figuras mais influentes da comunicação de esquerda da América Latina. Em sua 21ª edição, o Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), realizado no Rio de Janeiro, pela primeira vez não contou com a presença física de um de seus criadores: Vito Giannotti, falecido no dia 24 de julho de 2015, aos 72 anos. Porém, impossível não sentir naquele espaço a presença marcante de Vitão, como era conhecido por seus amigos.

Na noite do dia 19 de novembro, Giannotti recebeu da Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio e da Assembleia Legislativa do Estado as medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes, respectivamente. São as maiores condecorações de cada casa legislativa, que foram oferecidas pelo vereador Renato Cinco e pelo deputado estadual Flavio Serafini, ambos do PSOL.  A homenagem foi recebida por sua companheira de vida e também coordenadora do NPC, Claudia Santiago, e sua enteada Luisa Santiago. “Eu contei pra ele que ele ia ganhar a medalha. Ele sabia”, lembrou Claudia.  Leia a matéria completa. 


– Medalha Vito Giannotti

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Por Guilherme Soninho

Difícil homenagear Vito Giannotti sem abordar 3 questões fundamentais para a história da classe trabalhadora e da esquerda socialista em todo mundo: 1) o internacionalismo 2) o    classismo 3) a disputa de hegemonia. Vito viveu e foi um mestre nessas 3 questões tão entrelaçadas.

O Internacionalismo proletário tem como fundamento a ideia de que a pátria dos trabalhadores é a sua classe. Desde muito jovem, Vito demostrou que sua verdadeira pátria era a classe trabalhadora. Deixou a Itália, onde nasceu, correu a Europa, morou em um kibutz em Israel e depois se fixou no Brasil. Sua “aventura” era motivada pela solidariedade de classe e pela sede de conhecer e participar de diferentes experiências socialistas e de luta dos trabalhadores contra a exploração e as opressões.

Durante 50 anos vivendo aqui, Vito viajou por todos os estados e centenas de municípios. Conheceu o Brasil como poucos e, talvez como nenhum outro, as lutas de classe. Ao longo de todos esses anos, Vito manteve intacto seu ideal internacionalista. Aos trabalhadores brasileiros sempre contou sobre a luta de classes em todo mundo, repetindo à exaustão que nossa bandeira é a vermelha, símbolo do socialismo forjado pelo sangue de seus lutadores, conclamando os trabalhadores brasileiros e de todo mundo a unirem-se.

Classismo era um termo muito usado por Vito, significando a ação autônoma e combativa da classe trabalhadora frente ao Estado e ao capital. Segundo Vito, práticas classistas estimulam a classe a lutar não apenas por interesses específicos ou localizados, mas pela derrubada e superação do capitalismo. O classismo permeou toda a vida de Vito, que encontrou no Movimento de Oposição Metalúrgica de São Paulo (MOMSP) e, depois na CUT em seus anos áureos, os espaços para lutar contra a desigualdade, pelo ideal libertário e pela transformação radical da sociedade.

Depois de pescador no Espírito Santo, Vito foi metalúrgico por 22 anos em São Paulo. Lá, ajudou a construir a Oposição Metalúrgica, que foi uma das principais referências políticas para a construção da CUT e de diversos movimentos sociais. Realizaram a primeira greve geral de uma categoria em fins dos anos 1970, conhecida como greve dos “braços cruzados, máquinas paradas”. O MOMSP, do qual Vito sempre se orgulhou tanto, era organizado de forma totalmente autônoma, pela base, por fora do sindicato oficial da categoria. Serviu de exemplo para a criação de outras oposições sindicais e de bandeira política para os setores mais críticos da estrutura sindical corporativa no Brasil.

Ditadura, prisão, tortura, demissões, peleguismo, fraudes, tudo isso e muito mais Vito enfrentou de peito aberto. Viu companheiros serem mortos ou presos, mas também um número maior de trabalhadores abraçando a luta. Conheceu dificuldades, mas viveu momentos de alegria e ternura. Casou-se, teve filhos, praticou o amor livre, aprendeu a beber e a falar palavrão. Fez centenas de amigos. Viveu o Brasil imerso nas experiências mais inovadoras, combativas e libertárias da classe trabalhadora.

Experiências, que sabia Vito, precisam ser contadas, propagadas, que não podiam ficar restritas as “vanguardas”. Experiências que não apareciam nos grandes jornais, rádios, tvs, ou revistas daquela época e nem de época alguma. Experiências de classe que precisavam ser contadas pela comunicação autônoma da classe. Vito escrevia panfletos, jornais e discursos. Estudava e praticava a comunicação de classe. Suas reflexões foram então se transformando em instrumentos políticos, livros sobre os trabalhadores no Brasil e no mundo, sobre o jornalismo operário, sobre comunicação popular, além de cursos sobre imprensa sindical, linguagem, oratória, história …

A disputa de hegemonia, da hegemonia de classe, tornou-se então uma obsessão para Vito. Obsessão que, como tudo para ele, era realizada com amor. Amor que se transformou em casamento com a jornalista da CUT-RJ, Cláudia Santiago, com quem Vito, nos anos 1990, criou o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).

Vito veio para o Rio e passou a trabalhar no NPC, escrevendo livros, jornais e viajando o país com seus cursos. Assim, Vito e o NPC se tornaram referências para dirigentes e jornalistas sindicais, para intelectuais, estudantes e militantes de todos os tipos de movimentos. E Vito e o NPC souberam refletira diversidades das lutas da classe. Livros sobre linguagem e disputa de hegemonia, agendas sobre comunicação, sobre “as” e “os” personagens da classe trabalhadora, cursos sobre comunicação popular e comunitária, cartilhas… Resultado: uma geração de militantes em diversos estados e movimentos hoje repete que meios de comunicação autônomos e que disputar hegemonia com todos os meios são condições fundamentais para a vitória dos trabalhadores e do socialismo.

Vito foi um verdadeiro intelectual orgânico. Operário fluente em 7 línguas, autor de mais de 30 livros e centenas de publicações. Um trabalhador que percorreu o mundo movido por ideais e que não acumulou riquezas, mas amigos e admiração. Sua importância para a comunicação popular é comparada com a de Paulo Freire na educação ou Boal no teatro. Sua trajetória, dedicação à luta e despojamento quanto aos bens materiais, cargos títulos o tornaram um exemplo ainda mais importante. Exemplo de que para mudar o mundo é preciso uma prática desde baixo, que autonomia não se negocia e que há pessoas que se indignam verdadeiramente contra toda e qualquer injustiça do mundo.

São pessoas como o Vito que nos cabe homenagear. Afinal, essa é também uma forma de escrever nossa história e disputar hegemonia. Nesse mesmo sentido, aproveito para dizer que em breve votaremos na Câmara de Vereadores um projeto criando o Dia da Comunicação Popular, dia 24 de Julho, em mais uma homenagem ao Vitão.

Por fim, preciso dizer que além de um revolucionário, de um exemplo, Vito foi um amigo para mim e para muitos do meu gabinete. Desde minha primeira campanha em 2006 até as recentes lutas e atividades que promovemos através do mandato, ele sempre esteve conosco, nos incentivando, colaborando, aconselhando. Juntos demos medalha para o Brasil de Fato, fizemos debates sobre o 1º de Maio e, sempre tivemos em Vito um entusiasta do espaço Plínio e de nossas atividades de formação.

Por tudo isso, não posso dizer que não tenha uma ponta de tristeza nessa homenagem. É impossível não sentir falta do Vito. Gostaríamos, e planejamos junto com a Cláudia e a Luisa, fazer essa homenagem quando ele ainda estava vivo, conosco. Mas apressando como ele sempre foi, ele nos deixou antes. Por outro lado, fazemos essa homenagem aqui no Cursão com muita alegria também. Afinal, isso aqui, o Cursão do NPC, é um exemplo de que as sementes que o Vito plantou continuarão a florescer.

Sei que esse é o compromisso da Cláudia e de todos do NPC, como sei que é um compromisso que muitos de nós aqui presentes também abraçamos. Afinal, nada será mais importante para mantermos viva a memória do Vito do que esse nosso compromisso. Pois como ele próprio diria: A LUTA CONTINUA, PORRA !!


– Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé inaugura auditório com o nome de Vito Giannotti

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– VITO GIANNOTTI, PARA SEMPRE – homenagem do MST

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Se arguma notícia das banda do Norte
Tem ele por sorte
O gosto de uvi,
Lhe bate no peito sodade de móio,
E as água dos óio
Começa a caí.

A Triste Partida (Patativa do Assaré)

Desde o dia 24 de julho, a classe trabalhadora do Brasil homenageia, agradece e busca formas de manter vivo o legado de Vito Giannotti. Educador, escritor, metalúrgico, pescador, sindicalista, mas sobretudo um comunicador no sentido mais amplo da palavra, Vito veio da Itália para o Brasil e transformou por completo o conceito de comunicação popular no país.

Foi por este motivo que inúmeras organizações de esquerda prestaram sua homenagem a Vito nos últimos meses. E neste sentido, nós, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio de Janeiro, gostaríamos de nos manifestar e registrar um pequeno pedaço daquilo que este grande homem representou para nós. Leia o texto completo.


– Nossas eternas homenagens a ANTONIO VIEIRA, VITO GIANOTTI E NEIVA MOREIRA

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[Por João Pedro Stedile – MST] Nas ultimas semanas perdemos três grandes combatentes, valorosos filhos do povo brasileiro, que lutaram toda vida, como disse Olga Benário: “ Pelo justo e pelo melhor para todo mundo!”
Os três tinham em comum uma vida inteira de militância, desde a juventude. Todos sofreram na carne a repressão do regime militar, e os três se dedicaram a organizar os trabalhadores sem trégua, nem férias…. Pois defendiam que sem a organização do povo não haveria mudanças sociais!. Partiram. Não nos deixarão ter saudades. Por que seu exemplo de dedicação às causas populares, nos motiva a seguir a luta, independente das perdas físicas.
Certamente as novas gerações de jovens leitores da Caros Amigos nunca ouviram falar, desses três personagens, que no entanto, embora não tão famosos, foram importantíssimos para organização de nosso povo.  Leia mais.


– DE DOMINGO PARA SEGUNDA, JOVENS AMIGAS PICHARAM RUAS NA CINELÂNDIA. #VITOVIVE

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Vejam as Fotos 


ERA UM PALAVRÃO

[Por Pablo de Freitas Lopes]

era uma palavrão,
k saiu la da bota
pregando a revolução

era um palavrão
que abandonou as iguarias europeias
pelo arroz com feijão

era um palavrão
que sujou a MÃO DE GRAXA
PARA LEVAR AOS MAis NESCESSITADOS EDUCAÇÃO

era um palavrão
que sentia tanto amor pelo próximo
que lutou até a morte
contra a opressão

era um palavrão
que era pai, avo , tio
companheiro do povão

era um palavrão
que descobriu k se sua avo não entendensse o que você fala ou escreve
não haverá revolução

era um palavrão
que não só escreveu,
discursou, panfletou
por isso foi para a prisão

era um palavrão
que fará falta
mas continuara presente
em nossos corações

era um palavrão
que não queria uma sociedade
menos desigual
com menos injustiça
queria uma sociedade justa e igualitaria

era um palavrão
chamado vito gianotti
a quem eu chamava de paizão

Pablo de Freitas Lopes

 


– CNTE realiza V Seminário de Comunicação “Vito Giannotti”

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[Da CNTE] Em Brasília, nos dias 22 e 23/10, representantes de sindicatos de todo o país para debater a comunicação para os movimentos sociais, com apresentação de cases de sucesso e discussão sobre o papel das redes sociais, entre outros temas. O nome do evento é uma homenagem póstuma a Vito Gianotti, que contribuiu muito para a formação sindical dos trabalhadores em educação.  Leia mais.

Vejam as Fotos do Seminário


– CHARGE FEITA POR CARLOS LATUFF

Vito Giannotti


– VITO GIANNOTTI, O COMUNISTA-CRISTÃO QUE ANDAVA SOBRE O MAR 

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[Por Reginaldo Moraes] Vito é um cara difícil de definir. Acho que sua energia criadora tinha três fontes: o cristianismo, o comunismo e o anarquismo. Uma síntese estranha, difícil, delicada, mas compreensivel para quem, como ele, havia lido a frase “a religião é um ópio do povo” sem deixar a parte seguinte, frequentemente esquecida: “é o grito do espírito em um mundo sem espírito”. Essa era a sua forma de religião. Assino e reconheço a firma”, Regis de Moraes. Leia mais.


– EU, ELES E NÓS

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[Por Sebastião Neto – IIEP] Dedico aos jovens que brilhavam os olhos ao ver Vito falar, imprecar e politizar. E particularmente aos participantes do Curso de Comunicação Popular do NPC. Como diria o Elias: “se temos que esperar alguma coisa, será dos jovens”. Leia mais.


– A LUTA CONTINUA, PORRA

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[Por José Arbex Jr – revista Caros Amigos – Ano 19/Ed. 221] “A luta continua, porra!” – afirma, ou melhor, berra Vito Giannotti, fundador, junto com sua companheira Cláudia Santiago, do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). Em 2014, o NPC, com sede no Rio de Janeiro, completou 20 anos de existência, durante os quais contribuiu para formar milhares de comunicadores militantes dos movimentos sindicais, sociais e políticos oriundos de todo o Brasil. Essa é a paixão do Vito: criar estratégias capazes de dotar a classe trabalhadora com a capacidade de elaborar veículos de massa críticos, inteligentes, combativos, anticapitalistas e contra-hegemônicos. Mas, não mais. Vito está morto, aos 72 anos, vítima de um mal súbito que o “derrubou” na madrugada de 25 de julho. Morto? Inacreditável. O tom inconfundível de sua voz e a irreverência de seu discurso continuam e continuarão por muito tempo a ecoar: “A luta continua, porra!”.    Leia a matéria completa

E assista a mensagem especial feita por José Arbex Jr. ao Vito Giannotti no 20º Curso Anual do NPC.


– AO QUERIDO VITO GIANNOTTI

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[Por Virgínia Fontes – UFF] Vito Giannotti foi embora. Estou me sentindo anestesiada, por dentro e por fora. Ele não podia fazer isso, porra! Ele ficou tranquilamente deitado no chão, local onde dormiu por muitos anos, até reaprender o uso dos colchões. Não consigo me convencer de que não vai se levantar e nos expulsar a todos nós, os amigos, aos gritos brabos e afetuosos. Ele nos deixa órfãos de sua risada, de seus gritos de “caralho!” “porra!”, “cazzo!”, que fazem uma falta enorme. Como levar adiante a luta sem sua gentileza única, atenta e humana, sem sua brabeza correta e necessária, sua doçura única, suas exigências máximas? Um mísero ponto de apoio: morreu sem sofrer. Não se encontram pessoas como Vito Giannotti nas esquinas. Quem teve a sorte de conhecê-lo – e, pela generosidade de Vito, foram muitos – pôde rir com ele, brigar com ele, lutar junto com ele, pensar e organizar com ele, esses tiveram uma chance extraordinária. Que guardemos isso para a vida. É um aprendizado de partilha comunista a preservar e multiplicar, preciosamente. Conheço Vito e Cláudia – sempre juntos – há 20 anos. A gata e o Vitão. Uma das mais lindas histórias de amor. Das muitas fotos que povoam a vida, uma, muito especial, foi tirada aqui em casa, num aniversário: um instantâneo capturou um maravilhoso olhar trocado por eles, olhar enamorado, amoroso e franco. Amor completado com Luísa, a então menininha que cresceu com Claudia e Vitão, que aprendeu a dividir a mãe ao ganhar esse ‘carcamano’ generoso. Hoje, mulher plena, companheira na luta. Leia mais.


– PORRA, VITÃO, CAR*LH#… ISSO LÁ É HORA PARA VOCÊ NOS DEIXAR? 

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[Por Flavia Braga Vieira] De quem mais a gente vai ouvir as palavras de incentivo, mesmo no meio do ascenso conservador? De quem mais a gente vai receber os cds com mil versões de Bella Ciao ou da Internacional (pra que nós não nos esqueçamos nunca de que somos internacionalistas)? De quem mais a gente vai ouvir blasfêmias e palavrões anticlericais (pra que nós não nos esqueçamos nunca de que somos ateus)? De quem mais a gente vai receber os abraços apertados e o sorriso aberto no meio das passeatas, no final da noite depois de um monte de cerveja ou de um puta debate sobre comunicação popular? De quem mais a gente vai receber conselhos (mesmo que não parecessem conselhos, pois seu tom não era nunca professoral) sobre a luta, a formação política, o amor aos povos e gentes? De quem mais a gente vai ouvir “a luta continua, porrra”???
Vc foi o mais bravo, o mais barulhento, o mais esporrento e, ao mesmo tempo, o mais doce, o mais alegre, o mais amado metalúrgico/jornalista/professor do nosso povo, querido amigo, Vito Giannotti… Vc vai fazer uma falta danada, carcamano… Vc está nos deixando órfãos, e tá doendo pra cac#te…

Mas o teu exemplo, os teus saberes, os teus ensinamentos fertilizaram tantos corações e mentes, que a gente vai seguir lutando. A gente vai seguir construindo um mundo melhor, mais justo, mais igualitário… porque vc merece. Cada vitória vai ser brindada em tua memória!

Obrigada por tudo, camarada! Obrigada pelo que vc fez pelo socialismo, pela classe trabalhadora, pelo sindicalismo, pelos estudantes, pelas mulheres… obrigada por tudo que vc fez por mim… eu sou uma pessoa muito melhor porque encontrei com vc nas batalhas!
Valeu, Vitão… porrra, valeu muito!


– MORREU UM BRAVO 

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[Por Breno Altman – Ópera Mundi] Faleceu, no dia 24 de julho, aos 72 anos, um dos mais dedicados, destemidos e criativos militantes sociais deste país, o italiano Vito Giannotti, brasileiro de coração. Era um revolucionário sem dogmas e preconceitos. Quando abraçou a causa do socialismo, em sua pátria natal, soube dos kibutz israelenses e teve a esperança de que lá, no final dos anos 50, nascia um mundo novo. Arrumou suas malas e mudou-se para Israel, sem ter qualquer vínculo com o judaísmo. Quebrou a cara. Decepcionou-se com o que viu e viveu. Rapidamente desistiu do sionismo, do qual passou a ser crítico implacável, procurando a encarnação de suas convicções socialistas em outras plagas. Resolveu, então, se juntar à epopéia latino-americana, mudando-se para o Brasil, empregando-se em uma metalúrgica e atuando no movimento sindical logo após o golpe militar de 1964. Foi um dos grandes animadores da oposição sindical metalúrgica de São Paulo, nos anos 70 e 80. Dedicou-se especialmente à tarefa de educar o sindicalismo combativo para a tarefa da comunicação, pois considerava essa a principal ferramenta para radicalizar a consciência de classe e pavimentar o caminho ao socialismo. Desde os anos 90, mudando-se de São Paulo para o Rio de Janeiro, liderou a constituição do Nucleo Piratininga de Comunicação (NPC), formidável experiência para o debate dos temas da informação e para a formação de animadores da luta social. Leia mais.


– PERDEMOS UM GRANDE CAMARADA, VITO GIANNOTTI 

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[Por João Pedro Stedile – MST] Vito Giannotti chegou da Itália em 1964, com 21 anos. Tornou-se um brasileiro legítimo. O povo brasileiro o adotou. Operário metalúrgico, fez militância sindical durante toda ditadura militar. Sábio e autodidata, se transformou em jornalista. Era um defensor intransigente, seguindo o mestre Gramsci, de que a classe trabalhadora precisa construir seus próprios meios de comunicação. Ajudou a formar diversos jornais e boletins da classe, entre eles o jornal Brasil de Fato nacional e o tabloide BdF do Rio Janeiro. Deve ter dado milhares de palestras pelo Brasil à fora incentivando a comunicação da classe. Leia mais.


– VITO GIANOTTI É HOMENAGEADO PELA CÂMARA DE SÃO MATEUS

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[Por Eneias – Vereador do ES] Eu, pessoalmente, fui um dos alunos do Mestre Gianotti, do qual tenho a honra de homenagear. Como diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo e da Federação Única dos Trabalhadores, incentivei a participação de sindicalistas, jornalistas e estagiários nos cursos oferecidos por Vito e o Núcleo Piratininga de Comunicação. E, como nós do Movimento Sindical e da Luta de Classes sempre fazemos quando se vai um Companheiro que tanto contribuiu para diminuir as diferenças sociais, digo com tristeza e orgulho: ‘Companheiro Vito Gianotti, PRESENTE!’ 


– PORRA, VITO! 

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[Por Verena Glass – Fundação Rosa Luxemburgo] Ontem, dia 24 de julho de 2015, ele foi embora. Sem aviso prévio, Vito Giannotti, aos 72 anos, se foi, silencioso. Um silêncio macio que, bem sabem os que o conheceram, nunca foi sua marca. Nascido em Lucca, na Itália, Vito chegou ao Brasil pouco depois do golpe militar. Tinha 21 anos e vinha de uns tempos de aventura como marítimo em um barco de pesca industrial. Gostou daqui e ficou, muito porque, segundo contou em várias entrevistas, se encontrou como militante político (coisa que não logrou, de forma que satisfizesse, em seu país de origem).
Leia mais


– MORREU O PAI DA COMUNICAÇÃO SINDICAL DO BRASIL

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[Por Kleber Sousa – Metasita] Somente quem teve a honra de conviver com Vito Giannotti pôde desfrutar de momentos inesquecíveis ao lado do mago da comunicação sindical do Brasil.

Sua forma de transmitir a mensagem e seus ensinamentos eram peculiar. Nenhum outro poderá imitá-lo. Por mais que queiram, não conseguirão! Mesmo sabendo que ninguém é insubstituível, postura que Vito assumia como verdade absoluta, afirmando sempre que temos que ser melhores do que nosso inimigo, mesmo sabendo que um dia poderemos não mais estar na batalha, oferecendo a todos que participavam do Curso Anual de Comunicação do Núcleo Piratininga de Comunicação, a oportunidade de beber da sua sabedoria, e degustar da mais refinada companhia de quem não media esforços para ajudar e transmitir o que aprendeu ao longo da vida.

Vito foi tão cedo, pois muito ainda tinha que aprender e que nos ensinar. Mas como não somos donos do mundo, e sim filhos do Dono, temos a certeza da Sua Misericórdia diante de nossas fraquezas. Por isto, outra certeza que temos é a de que Vito continuará a ser exemplo e espelho para todas as nossas ações na disputa da hegemonia, principalmente, contra a grande mídia.

Somos eternamente gratos por tudo que aprendemos, e somos profundamente condolentes com Claudia Santiago e toda família.

Que seus ensinamentos sejam eternos em nossa memória, e que sua passagem pela vida seja um bebedouro a jorrar a água da motivação para todos que querem e lutam por uma comunicação sindical onde os trabalhadores sejam protagonistas da sua história, e que a conte da forma mais sublime derrubando as barreiras impostas pelos famigerados donos da mídia.

Sempre diremos:
VITO, PRESENTE!
VITO, PRESENTE!
VITO, PRESENTE!


– BOLETIM ESPECIAL DA FISENGE 

Homenagem da Fisenge ao lutador, amigo e companheiro, Vito Giannotti. Ele desbravou o país em defesa da comunicação e foi o impulsionador da criação de diversas mídias em sindicatos. Não poderíamos pensar em melhor maneira para homenageá-lo senão um boletim especial para ele. Vito, presente! Confira!


– “A LUTA CONTINUA, PORRA”: HOMENAGEM DO VEREADOR RENATO CINCO 


– HOMENAGEM DO IIEP A VITO GIANNOTTI


– HOMENAGEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO SERGIPE – DEP. ANA LUCIA 

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– AÍ, O VITO GIANOTI CHEGOU AO CÉU

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[Por Max Marreiro] Ai, o Vito Gianoti chegou ao céu. É recebido por São Pedro, que lhe mostra o local, a estrututra de poder do local. Vitão, já puto dentro daquela roupa branca, começa a questionar: Mas por que caralho essa merda é assim? isso é uma puta duma sacanagem.Começa a organizar uma pequena revolta no Céu, monta um jornalzinho de oposição, etc.
Imediatamente é convidado a se retirar. Vai parar no inferno.
Passa-se um tempo, São Pedro curioso sobre aquele velhinho que fez um rebuliço em tão pouco tempo no céu, passa um whatasap pro Capeta responsável pelas informações do Inferno:
“Oi, aqui é São Pedro. Deus gostaria de receber informações sobre o comunista velhinho que mandamos a pouco pra ai, o Vito Gianoti.”
Resposta recebida: “Companheiro Pedro. Para começar, deus não existe. Em segundo lugar, o companheiro Vito está ocupado pra caralhoo, preparando a assembleia dos companheiros infernais, para melhorar as condições aqui no inferno.
Vocês ai em cima não receberam as últimas edições do “Inferno de Fato”? está tudo lá.


– MORRE VITO GIANOTTI: ‘A LUTA CONTINUA, PORRA!

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[Por Najla Passos – Carta Maior] O Brasil perdeu nesta sexta (24) Vito Gianotti, o escritor italiano que escolheu o Brasil para viver e para lutar em prol dos trabalhadores. Operário, dirigente sindical, educador e comunicador popular, ele era coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), o principal centro de treinamento e produção em comunicação popular e sindical do país. Leia mais. 


– VITO GIANNOTTI (1943…)

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[Por Sérgio Domingues – Pílulas Diárias] É foda! Vito se foi. Nos deixou um monte de ensinamentos. Um dos mais importantes: continuar aprendendo sempre. Tudo isso em meio a muitos palavrões carinhosos. Mas ele tá muito vivo, porra! Agora, um pouco de luto. Só o bastante pra continuar na luta que ele jamais abandonou. Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional… Valeu, Vitão!

[Por Sérgio Domingues – Pílulas Diárias] Publicada em 28 de jul de 2015
Vito Giannotti gostava muito da canção “Bella Ciao”. Na letra, uma camponesa diz que depois de morta, seu corpo enterrado semeará rosas da liberdade. E é isso que acontece com combatentes libertários como Vito.

Leia a matéria completa: http://pilulas-diarias.blogspot.com.br/2015/07/tchau-nao-vito-ciao.html

[Por Sérgio Domingues – Pílulas Diárias]  Publicada em 12 de ago de 2015
Em seu livro “História das lutas dos trabalhadores no Brasil”, Vito Giannotti explica porque a classe trabalhadora tem que contar sua própria história. Tal como ele sempre fez, com competência, talento e radicalidade.

Leia a matéria completa: http://pilulas-diarias.blogspot.com.br/2015/08/vito-giannotti-e-historia-da-luta-dos.html


– NA CABEÇA UM COMUNISTA, MAS LÁ NO FUNDO O SEU CORAÇÃO ERA ANARQUISTA

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[Por Marcelo Souza] Desde sexta-feira, quando recebi, através da Katia Marko, a notícia da partida do Vito Giannotti, queria escrever alguma coisa. Alguma homenagem ao amigo tão querido. Mas sei lá, sentei algumas vezes e tudo parecia tão pequeno. Vito é daquelas pessoas que não passam impune na nossa vida. Alguma coisa a gente aprende. Pode aprender a escrever de forma que os outros entendam. Aprende a fazer um jornal bonito. Aprende que jornal tem que ter infográfico. Aprende a falar palavrão. Aprende a cantar a Internacional. Aprende que a comunicação tem lado. Aprende qual é o teu lado. Mas, principalmente, aprende a ter carinho com o próximo, aprende a ser generoso, aprende que ser revolucionário é, antes de mais nada, ter um coração enorme que acredita que o ser-humano tem jeito sim.
Lembro de uma vez em sua casa, no Rio de Janeiro, o Vito falar que na cabeça ele era comunista, mas lá no fundo o seu coração era anarquista. Esse era o Vito Giannotti, um tipo de gente que está cada vez mais difícil de aparecer. Como se diz aqui no Sul, vinho de outra pipa.
Pensar que não vou mais ouvir aquela vozeirão falando “E aí magrão? Como é que vai?” e logo depois começar um papo sobre o momento da política, dói. Mas sei que como tempo essa dor vai dar lugar a gratidão de ter convivido por quase vinte anos com uma pessoa tão especial.
Talvez a coisa mais importante que eu aprendi com esse italiano seja que, quando ele falava “A luta continua, porra!”, era a mesma coisa de falar “a vida continua, porra!”. Pois para ele vida e luta sempre foi uma coisa só. Valeu Vitão!!


– UMA SEMENTE CHAMADA VITO GIANNOTTI

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[Editorial do Brasil de Fato RJ] Essa semana o Brasil de Fato vive um misto de tristeza e alegria. Estamos de luto porque perdemos sexta-feira, dia 24 de julho, o companheiro Vito Giannotti. Nascido na Itália, brasileiro de coração, Vito foi operário, da produção material e da comunicação popular. Vito foi a semente que deu bons frutos. Diversos veículos da imprensa chamada de “alternativa” o tiveram como mentor. Sua contribuição para a imprensa sindical e popular no país dificilmente será igualada. Confira! Leia mais.


– VITO GIANNOTTI, OPERÁRIO DA MEMÓRIA E DA LIBERDADE, SEMPRE EM CONSTRUÇÃO

[Por Paulo Donizetti – Rede Brasil Atual] Vito é filho de italianos. Chegou a São Paulo aos 21 anos, em 1964, e passou a vida toda construindo. Construiu resistência à ditadura, construiu a oposição metalúrgica de São Paulo ante sucessivas direções indignas de representar trabalhadores, construiu a pesquisa e a memória das lutas sociais e operárias, construiu pontes que, por meio da comunicação, ligassem lideranças sociais e intelectuais e suas ideais ao cidadão comum exposto à indecência da imprensa hegemônica. Leia mais. 


– TE OFEREÇO COMO CANTO DE PARTIDA A INTERNACIONAL SOCIALISTA

[Por Chico Canindé] É foda falar de amigos, amigos metas
Amigos moldados em uma metalurgia, temperada a caráter
de amor a ferro em brasa e soldar feridas sociais com solidariedade
temperada na honestidade da amizade.
Vito, vc deixou a gente com um que de que falta algo
com amigos assim fazemos a sarambada sem medo
de que falte crença, sem o enigma do cinismo
Com amigos assim a gente canta cantigas de águas
e peixes brincando como crianças.
Com amigos assim a palavra confiança não entra em desuso
Lutamos e vimos cair amigos e ditaduras daqui e de outros países,
Vimos a derrubado do Muro de Berlim, e Israel fazer um muro tranformando
A cisjordania em um campo de concentração e a infancia palestina sendo ceifada em Gaza.
Outro muro se ergueu aqui nas americas na fronteira com o Mexico, pra impedir a entrada de cucarachas, Baratas como eles chamam os latinos americanos.  Confira!


– O HOMEM DE LUCCA

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[Por Celso Campos] Certo dia ele resolvera abandonar toda sua comodidade creio que nada mais nada menos que um pouco de roupa na bolsa, alguns livros na mochila e partira para Jerusalém.
Lá encontrou a sua essência no Homem do Peixe que a ele disse para rasgar todo aquele caralho de trás e o que viesse à frente daquele livro de sabe-se lá quantas páginas… 5350, 6000??
Essa página o jovem nascido na cidade de Lucca, Itália guardara em seu coração por toda a vida. O Homem de Lucca a transmitiu a alguns de seus alunos em dezembro de 2014, com as mesmas palavras que o Homem do Peixe o disse algum dia  Leia mais.


– MEU AVÔ VITO GIANNOTTI

[Por Nathalia Faria] Não lembro a primeira vez que estive com Vito. Mas sei que naquele dia ele me marcou. Lembro-me de pensar: “Que velhinho palavrudo”. Vito poderia ser meu avô. Aliás, ambos morreram com a mesma idade. Mas, meu avô, um dos homens mais fantástico que a memória me permite lembrar, não falava palavrões. Nunca. O Vito falava. E muito. Aos poucos entendi o porquê. Vito era diferente. Vito era um trabalhador. Não que meu avô não o fosse. De fato, era. E daqueles incansáveis.

Trabalhava na rua e em casa. Mas o Vito trabalhava pelos/as trabalhadores/as. O Vito lutava pelos/as trabalhadores/as. De tão lutador se fez jornalista. Para com os/as trabalhadores/as dialogar. De tão lutador se fez palavrudo. Porque somente os palavrões podem adjetivar a exploração humana, A desigualdade, O preconceito, A miséria, O capital. E de tão palavrudo, inconformado, indignado, se fez terno. Porque é preciso “Endurecer, sem perder a ternura. Jamais.” E assim, se fez extremamente radical. E extremamente amoroso. Porque a radicalidade e a ternura são complementares, e não antagônicas. Ontem, Vito foi encontrar o meu avô. Eu não era próxima a ele.

Por isso, não choro a morte de um amigo. Como fiz com meu avô. Mas ele era próximo a mim. Porque a indignação nos faz companheiros. Por isso, hoje é dia de luto. Mas, amanhã é dia de luta. Pelo Vito, pelo meu avô, Pelos trabalhadores e trabalhadoras, Desse país tornado injusto. Pelos trabalhadores e trabalhadoras que morrem, sofrem, lutam, xingam e sorriem com ternura, Como o Vito. Vito Giannotti, presente! Presente! Presente! Presente! Sim Nathalia, Vito foi um Presente e Continuará Presente. * Nathalia Faria é historiadora e professora da FEUC em Campo Grande RJ.


– EU CONHECI O VITO PORQUE TINHA QUE CONHECER

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[Por Gustavo Barreto] Claudia Santiago é da família, mas até aí família é grande, tem sempre um primo ali, uma parenta ali. E como eu fui trabalhar com a Claudia e o Vito? Em pleno feriadão, quando tava todo mundo curtindo uma praia, uma bebedeira, estava eu militando noconsciencia.net em algum momento do início dos anos 2000.
Isso chamou a atenção dos dois. Como pode? O que tem na cabeça esse garoto que não está “zuando” por aí? E eles me chamaram pro NPC. E eu fui e até hoje não saí, e amanhã tem aula de novo, e vai demorar, como profetizou o Vito, uns 300 anos pra mudar as coisas. Mas a gente tem uns 50, 60 com sorte, então tem que fazer. Então eu vou continuar, cada vez mais e mais, porque a batalha da comunicação popular não tem fim, pelo menos não nessa vida.
E foi com o Vito que eu aprendi essas coisas. O que importa mesmo. Como falar pras massas. Como se comunicar com o trabalhador sem cair na demagogia barata e grotesca da grande mídia. Como chamar o seu Zé, a dona Maria, e trazer eles pro nosso lado – porque a gente tem lado, e isso eu aprendi com o Vito também. Leia mais.


– LIÇÕES DE JORNALISMO

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[Por Silvana Sá] “O editor deu o tamanho… Eu ultrapassei em mais de mil caracteres… Dava quase uma página… Daí me veio a voz do Vito: “Corta esta porra. Texto grande ninguém lê”. Então, percebi que a melhor homenagem que posso prestar é colocar em prática cotidianamente os ensinamentos dele… Cortei. O texto ficou do tamanho pedido. Mas não menos carregado de amor”, Silvana Sá, jornalista da Adufrj e ex-aluna do Curso de Comunicação Popular do NPC.


– HOJE UMA NOVA ESTRELA BRILHA NO CÉU

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[Por Miguel Borba de Sá] “Puta que o pariu!” – exclamou o novo astro celeste. “Vocês não percebem que esse Sol opressor só nos explora assim porque os planetas menores não se unem contra ele??”, esbraveja delicadamente o recém-chegado astro, da forma que só um ítalo-hispano-carioca pode fazer. O novo astro tem sangue latino. Revolução: uma palavra que vem da física astronômica… planetas em revolução, sistemas em revolução, corpos celestes em revolução. Hoje a luta pelo bem do Universo ganhou um novo astro, uma estrela-exemplo de luta e visão. Um astro-gênio – e desbocado. (foda-se!) E nós? Ficamos na merda aqui. Sem nenhuma letra capaz de descrever nosso medo de lutar amanhã sem ouvir nosso querido e entusiasmante palavrão. Obrigado por tudo Vito Giannotti, nunca vou esquecer.


– ATO HOMENAGEIA VITO GIANNOTTI, O OPERÁRIO DA COMUNICAÇÃO

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[Por José Coutinho Júnior] “A porra da luta continua, caralho”. Essa frase sempre era dita por Vito Giannotti quando algo desfavorável aos trabalhadores acontecia. Conhecido por falar 11 palavrões a cada 10 palavras, o italiano chegou em 1964 ao Brasil, onde trabalhou como operário. Tinha talento para a escrita e, por acreditar que a classe trabalhadora precisava desenvolver seus veículos, Vito se tornou jornalista. Fundou diversos jornais enquanto era operário e membro da oposição sindical metalúrgica de São Paulo. Foi também um dos fundadores e membros do conselho editorial do Brasil de Fato e do Brasil de Fato RJ. Leia mais.


– AO PROTAGONISTA VITO GIANNOTTI

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[Por MC Leonardo] Aprendi muito com ele, coisas que irei passar pra frente enquanto eu viver. Uma delas é sobre o protagonismo. “Olha rapaz, protagonista não é aquele que busca ser importante naquilo que ele faz, e sim aquele que consegue enxergar a importância que tem o que ele faz”. Leia mais.


– VITO GIANNOTTI (1943–2015): UM JORNALISTA LIVRE

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[Por Adriano Diogo e Larissa Gould, especial para os Jornalistas Livres] No último sábado, 7 de agosto, o Sindicato do Químicos de São Paulo realizou uma cerimônia em homenagem a Vito Giannotti, fundador do Núcleo Piratininga de Comunicação e um dos idealizadores da oposição sindical metalúrgica. O evento foi muito simples, muito bonito, como o homenageado. O auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo, que é muito grande, majestoso, estava cheio, cheio, cheio — tudo para lembrar quem foi Vito Giannotti. Nada mais justo para ele, que nos deixou na manhã do dia 25 de julho. Leia mais.


– A EDIÇÃO Nº 200 DO JORNAL DO SINTUFEJUF TRAZ HOMENAGEM AO VITO GIANNOTTI

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[Por Camila Medeiros Pravato – SINTUFEJUF] Em homenagem a este importante militante, representante da classe trabalhadora, repostamos uma matéria publicada no jornal de março do Sintufejuf. A última visita de Vito Giannoti ao Sintufejuf ocorreu no dia 26 de fevereiro, em um curso de comunicação sindical.

Relembre a EDIÇÃO DE MARÇO e Leia a EDIÇÃO nº200


– JORNAL DO SINTUFRJ EM HOMENAGEM AO NOSSO VITO

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[Do Jornal do Sintufrj] Ao som da Internacional Socialista e da canção italiana Bella cio, familiares, amigos e admiradores, estes últimos formados por maioria de militantes dos movimentos sindical e social, e jornalistas da imprensa sindical se despediram no domingo, 26 de julho, de Vito Giannotti. O coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) faleceu no dia 24, aos 72 anos, vítima de infarto. Seu corpo foi velado no auditório do Sindicato dos Petroleiros. O momento de tristeza foi suavizado pelos testemunhos emocionados de quem teve o privilégio de conviver com ele e compartilhar suas histórias e ensinamentos. Vito nasceu em Lucca, na Itália.

Leia aqui o jornal


– VITO, UM GRANDE ABRAÇO!

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[Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé] Vito era um homem incansavelmente dedicado à luta pela emancipação da classe trabalhadora, pela construção de uma sociedade mais justa e mais democrática. Nasceu na Itália, mas veio cedo para o Brasil, com 21 anos. Aqui, tornou-se um dos homens mais ativos na defesa do país e dos brasileiros. Leia mais.


– VITO GIANNOTTI DÁ NOME A AUDITÓRIO E RECEBE HOMENAGENS

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[Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé] Histórico lutador pela democratização dos meios de comunicação, Vito Giannotti receberá duas grandes homenagens nos próximos dias. Ele dará nome ao auditório da sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo – palco de frequentes debates, palestras, cursos e atividades relacionados à mídia e à democracia.  Leia mais.


– VITO GIANNOTTI, QUE PUTA SACANAGEM!

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[Por Altamiro Borges]  Faleceu na noite desta sexta-feira (24) o carinhoso amigo Vito Giannotti. “Caralho, puta sacanagem” – possivelmente esta seria a reação dele, sempre desbocado e irreverente, diante desta triste notícia. Conheci Vito Giannotti no final dos anos 1970, quando ele era um dos principais líderes da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo – que lutava contra a ditadura e o peleguismo. Estive com ele em várias panfletagens e piquetes nos portões da Ford, Arno, Lorenzetti, Continental e outras fábricas da Mooca, na zona leste da capital paulista. Depois, como editor de “sindicalismo e trabalho” do jornal Tribuna Operária, várias vezes o entrevistei. Algumas vezes divergimos, mas sempre o admirei.   Leia mais.


– Vito Giannotti, a luta continua porra!

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[Por Renato Rovai] Amanheci triste. Pelo perfil da Luisa Santiago, a filha querida de Vito Giannotti, descubro que o amigo se foi. Puta sacanagem, Vito. Você poderia ter nos dado tempo de te dar uns abraços, de ouvir um pouco mais das tuas histórias e de te fazer umas homenagens. Mas que nada. Como um bom carcamano, foi sem pedir licença. Sem frescuras. Sem querer saber das nossas pequenices.  Leia mais.


– [Por Mauro Assis Oliveira] Puta vida, Vito nos deixou, mas não seus ensinamentos. E agora, o que será de nós sem suas dicas. Só tenho uma reclamação, ele se foi e não usou a “linguinha”” para se despedir. Para que se despedir, filho da…, ele está sempre conosco. Obrigado Italiano, metalúrgico, sindicalista, escritor, pai de família, por ter te conhecido e aprendido o qué de verdade o sindicalismo. Leia mais.


–  VITO

Minha foto

[Por Joel Bueno – Blog de Segunda]  Eu não sabia que o Vito Giannotti podia morrer. Ele era vitalidade em estado bruto. “Em estado bruto”, no caso, cai bem. O Vito era um grosso assumido. Engraçadíssimo. Nas aulas de comunicação, ele simulava um sindicalista distribuindo panfletos: “pega aí, cu de burro!” Daí para baixo.

Uma vez faltou o apagador do quadro branco. Ele pegou um papel toalha, amassou, tentou usar. Não deu. Precisava de umidade. Eu pensei: “lá vai o Vito dar uma cusparada no papel”. Ele fez pior. Cuspiu no quadro. Aí apagou, todo contente. Se você não teve o privilégio de conhecê-lo, já pode imaginar a linguagem escorreita: “porra” era vírgula, “puta merda” era ponto, “puta que pariu”, ponto de exclamação.

Mas eu desconfio que era tudo teatro. Um personagem que ele criou. Uma estratégia de sobrevivência, no duro meio sindical, para alguém com tanta sensibilidade. O Vito era metalúrgico, foi sindicalista, mas se destacou dando aulas de comunicação. Ele sacava tudo e valorizava o simples. Um panfleto só pode expor uma única ideia. Vale também para um adesivo ou cartaz. Um texto tem que ser fácil. Frases curtas. Ordem direta. Palavras de uso comum. Sem jargão. Ele detestava o jargão sindical.

Agitado, enérgico, falastrão, barulhento, o Vito ocupava espaço. Sua presença galvanizava e nunca ficava em segundo plano. Mas ninguém se incomodava. O Vito era assim e pronto. Tinha posições políticas bem definidas, mas era capaz de assessorar da Articulação ao PSTU. O seu negócio era fazer a esquerda se comunicar melhor. No estilo dele: a morte é uma grandissíssima filha da puta.  Leia mais.


– COMUNICAÇÃO SINDICAL PERDE UM MESTRE: MORRE O ESCRITOR VITO GIANNOTTI

[Ascom/SEEB-MA]  O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) manifesta seu profundo pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do escritor, pesquisador e militante, Vito Giannotti, que faleceu neste sábado (25/07), vítima de um infarto, no Rio de Janeiro. Mestre na área de comunicação sindical e popular, Giannotti era parceiro de longa data do SEEB-MA, onde ministrou inúmeros cursos de formação para bancários e trabalhadores em geral, como: história da luta dos trabalhadores no Brasil, no mundo, dentre outros. Leia mais.


– Sentiremos saudade, Vito!

[Da Redação do FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação]  Vito morreu na última sexta-feira (24/7). Deixou sua companheira de vida, militância e trabalho, a jornalista Cláudia Santiago, um filho e uma enteada, a quem prestamos profunda solidariedade, e um legado intelectual profícuo Vibrante. Apaixonado. Intenso. Combativo. Revolucionário. Desbocado. Generoso. Trabalhador incansável. Teórico rigoroso. Acima de tudo, um homem de luta. É assim que lembraremos de Vito Giannotti, escritor, professor e homem de ação. E é honrando sua expressiva e indispensável contribuição ao campo da comunicação como espaço de disputa pela hegemonia que o homenageamos. Leia mais.


– QUERIDA CLÁUDIA, QUERIDO WALDEMAR E COMPAS DA OPOSIÇÃO METALÚRGICA DE SÃO PAULO

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[Por Marcos Arruda] Com tristeza profunda recebi da Sandra a notícia da Grande Passagem do nosso querido amigo e companheiro Vito Gianotti.
Querida Cláudia, um abraço prolongado e solidário com sua dor e saudade: elas são nossas também, de todxs que tiveram o privilégio de conviver com o Vito e de sentir sua força interior, sua solidariedade ímpar e sua alegria de viver!
Eu estava viajando no interior de Minas, para três dias de convivência com amigos eternos com quem convivi enquanto era estudante interno do Colégio Anchieta, em Friburgo, e depois no ano e meio que passei em Itaici como noviço da Cia. de Jesus. Isto foi nos anos 1956 a 1960, portanto bem antes de eu conhecer o Vito e vocês e passar pelas agruras da prisão da ditadura – 1968-1971.
Por esta razão não pude ir ao enterro e solidarizar-me com vcs e com todxs que lá estiveram.Compartilho aqui um poema recente, que de alguma maneira serve de bálsamo para aquelxs que buscamos o sentido profundo da morte e da Vida. Beijos, abraços,
Marcos.


–  

[Por Pedro Pontual] Claudia, nítida do grande amor que vivia com vc acrescido do gosto da prática da comunicação para os trabalhadores como instrumento essencial da disputa de hegemonia. Nosso intelectual orgânico e nosso amigo barulhento e alegre farão muita falta mas tenho a certeza que continuarão presentes a inspirar nossas lutas e nossas vidas.
Um abraço com muito carinho a vc e a filha e aos companheiros(as) da OSM- SP
Pedro Pontual.


– 

[Por Angela ] Querida Claudia: La noticia de la muerte de Vito me entristeció profundamente –faltará al mundo su luz radiante, su intelecto crítico, su capacidad de análisis profunda, su amor por la gente, su esperanza por una vida mejor para las/los todavía oprimidas/os, su humor, sus visiones, sus enseñanzas, sus ganas de vivir y de debatir, su deseo de cambiar lo malo y defender lo bueno… en fin, faltará Vito.
A nombre de las y los compañeras/os de la Fundación Rosa Luxemburg te mando nuestro pésame y un abrazo enorme.
Angela


– 

[Por Isabel Loureiro]  Querida Claudia, estava viajando e ao chegar me deparei com a triste notícia do falecimento do Vito. Me lembrei imediatamente daquela conversa no nosso encontro em São Paulo e de como você estava preocupada com a saúde dele. Puxa, Claudia, posso imaginar como você se sente. Mas você vai continuar esse belo trabalho e isso vai lhe dando coragem pra continuar.  Um abraço carinhoso da Isabel Loureiro


[Por Camila do Valle] Querida Claudia, é imensa minha tristeza de escrever esta mensagem. Não pude estar presente na despedida do velório e enterro. Mas Vito esteve presente todos esses dias em minhas lembranças. Escrevo para que você saiba que pode contar comigo para o que precisar. Além disso, Vito é desses imprescindíveis de que nos dizia Brecht: não faltarão jamais motivos para homenageá-lo. Aliás, aposto como outras pessoas já se lembraram, nesses dias, do poema de Brecht associando-o ao Vito: “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida. Estes são imprescindíveis.”

Estive com ele há menos de um mês, na livraria. Conversamos um longo tempo tarde afora. Ele me convidou para uma reunião no Brasil de Fato sobre Amazônia e me pediu nomes e trajetórias de indígenas e quilombolas a serem homenageados na agenda do ano que vem. Achei o Vito firme como sempre, em sua postura de luta, mas, de forma contrastante, eu o considerei frágil fisicamente. Comentei isso, inclusive, com meu aluno que foi me encontrar na livraria ao término da conversa e que apresentei a ele. Como meu aluno está envolvidíssimo em suas pesquisas sobre homoafetividade e suas representações, Vito o ouviu atenta e generosamente, como quem ouve – e que bonito isso! – para aprender novas formas de luta, pensei eu. Logo ele, Vito, que tinha tanto para ensinar. E ainda tem, porque, por sorte, a memória viva que deixou em tod@s nós que convivemos com ele continuará operando seus pequenos mas contundentes milagres sobre essa realidade estreita e pesada. Eu o observei caminhando ao se despedir e nos deixar e seus passos revelavam alguma fragilidade que eu não saberia precisar bem o que era, mas não era fragilidade em suas convicções.

O motivo pelo qual não pude ir é que tenho meu pai gravemente doente, com parkinson e insuficiência cardíaca, respondendo com várias alergias a muitos medicamentos, entrando e saindo de hospitais e fóruns, com 3 processos judiciais que o envolvem cruelmente correndo, ou melhor, vagando, nos corredores do nosso lento e injusto judiciário. E ele não pode ficar sozinho nem um minuto sequer. Nem sempre temos acompanhantes disponíveis. E me revezo entre Rio e Minas 2 ou 3 vezes por semana.

A luta, Claudia, continua em nossos corações. A luta, inclusive, contra a realidade circundante, que nos oferece a morte do Vito como mais um golpe. Contra nosso sentimento, nós que o sentimos tão vivo. Se sinto assim, imagino você, companheira. Conte comigo para o que precisar. E, sempre, para compartilhar suas lembranças do Vito.

E desejo a você coragem. Mais uma vez na vida, a coragem será a medida necessária.
“Não sei por que esperança ou cegueira, damos um passo para a frente, desarmados de corpo e de alma, vivendo do que a dor consente.” (Cecília Meireles)

Um abraço forte e axé!,
Camila
www.novacartografiasocial.com


[Por Daniel Costa] Oi Claudia, Esperei um pouco para enviar este e-mail pois sei como deve estar sendo duro para você. Gostaria de estar ai perto para poder te dar um abraço nesse momento difícil. Acho que todos nos aprendemos muito com ele. Vitão vai fazer muita falta. Ainda bem que tem muita gente boa por perto para te dar força nessa hora. Saiba que estou aqui para qualquer coisa que precisar. Beijos e um forte abraço mesmo de longe!


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[Por Venício Lima] Querida Cláudia, não tenho palavras para expressar meu imenso pesar. Em nome dos ideais do Vito, vamos tentar continuar até que chegue a nossa vez. receba minha total solidariedade e meu abraço fraterno.
Venício Lima


– EXTRA CLASSE TV 02-08-2015 (HOMENAGEM A VITO GIANNOTTI)

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[Por EXTRA CLASSE TV] No Extra Classe TV desse domingo (02/08) faz uma homenageia o jornalista Vito Giannotti. Att, Denor Ramos

Assista o Programa


– VITO PRESENTE!

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[Por Vereador Reimont] Há pessoas que não morrem nunca porque colocam-se totalmente naquilo que acreditam. Vito é desses homens e, por isso, eterno. Nosso coração fica saudoso, nossa voz diminui a equalização, nossos olhos choram, porém, sentem, gritam e vêem: Vito vive, Vito presente! Nosso carinho e abraço à Claudia Santiago e ao Núcleo Piratininga que se espalha pelo Brasil afora.  Leia mais.


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[Por Alipio Freire] Faleceu nesta sexta-feira (ontem) o nosso Vito Gianotti. Perda insubstituível, seja como militante, estudioso das lutas da classe operária e do povo, caráter, integridade, coerência, dignidade, lealdade, modéstia e generosidade -essas coisas tão simples, mas tão difíceis de encontrar nos dias atuais, inclusive em nosso meio. Tudo o que eu escrever, será pouco, para dizer deste homem que ora parte. Prefiro e apelo para que nos sirva de exemplo. Logo abaixo, seguem os locais e horários das cerimônias funerárias. Em seguida, três textos (na ordem em que recebi), de João Pedro Stedile, Paulo Donizetti de Souza e Virgínia Fontes. Putabraço, Alipio Freire


– DECÈS DE VITO GIANNOTTI

[Por Jean-Pierre Page]

Ma très chère Claudia,

Tamara ét moi même avons du mal à réaliser. Nous sommes à Colombo mais si je pouvais
je prendrai le premier avion pour etre avec toi, Virginia ,tous nos amis ét nos camarades
de combat.

J’ai vraiment le sentiment d’avoir perdu mon frère . Je le considérais comme tel ét nous partagions une meme fraternité comme une franche complicité. Vito c’était plus qu’un ami. Nous pensons parfois que ceux la sont immortels qu’ils seront toujours à nos côtés . Vito était de ceux la.Ce soir je ressens un grand vide, quelqu’un me manque ét va me manquer énormément.

Je connaissais Vito depuis plus de 20ans, presque 25 ans et j’ai le souvenir de notre première rencontre à la CGT, il était en compagnie de Sébastien Neto. J’ai ainsi contribué materielement a cette époque ét avec la CGT au developpement du”nucleo piratininga de comunicacao”

Avec Vito nous partagions de mêmes valeurs, une meme vision des choses ét cela n’a jamais changé , qu’il s’agisse du mouvement syndical ou de l’état de la gauche politique. Avec Vito nous pensions qu’il fallait d’abord et avant tout gagner les conciences des travailleurs, leur donner un point de vue de classe, leur apporter la lumière sur leurs conditions de vie ét de travail comme sur le besoin de lutter ensemble dans leur entreprise comme internationalement. Vito a été un grand dirigeant syndical de votre pays, un des fondateurs de la CUT ét du PT. Son travail infatigable en faveur de la formation aux idées de classe de milliers de travailleurs va constituer son plus bel héritage. Il faut le faire connaître, j’aimerai y participer. Contribuer à l’émancipation des travailleurs par les travailleurs eux mêmes était sa ligne de conduite. Je la partage totalement!

Vito était un militant dont le mouvement syndical Brésilien peut être fier parce qu’il était dévoué, désintéressé, ét toujours disponible. J’ai toujours été admiratif de tous ces voyages ces rencontres ces nombreux stages de formation qu’il organisait infatigablement ét qu’il faisait à travers le Brésil pour faire partager ses connaissances. Il le faisait toujours avec un grand esprit d’ouverture, sans sectarisme ét toujours dans le respect de principes. Vito
etait un révolutionnaire, un communiste au sens fort ét noble du terme.

Sa disparition va susciter beaucoup de tristesse ét de peine, la tienne est immense. Il tenait beaucoup à toi ét je sais qu’il comptait énormément pour toi. Son départ n’affectera pas votre amour , il est je le pense éternel.

Nous sommes tous effondrés saches le. Je souhaiterai tellement etre a tes côtés comme aux côtés de tous nos amis communs. Nous sommes très loin, au Sri Lanka, mais nous pensons très fort à vous, à lui, à nos discussions passionées, à nos grands moments d’amitié ét de fraternité comme celui que nous avions passé avec lui, Virginia ét Tamara au restaurant”Vinicius” rua Vinicius de Moraes près de la plage d’Ipanema. Certes se sont des souvenirs mais c’est plus que cela encore, c’est une partie de nous mêmes. J’ai conscience que sans Vito ét d’autres camarades je ne serai pas celui que je suis devenu aujourd’hui. Voilà pourquoi il est à mes yeux impérissable.

Dans ces bien tristes instants je pense a toi, à ta fille qu’il considérait comme la sienne a tous nos très chers amis et camarades de Rio ét d’ailleurs. Vous nous manquez tellement!

Tamara ét moi t’embrassons avec beaucoup de tendresse, nous t’aimons comme nous aimions notre grand ét beau Vito Gianotti.

Un fuerte abrazo,

Tamara se joint à moi,

JPP


– ABRACOS DESDE BERLIM

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[Por Verona – Fundação Rosa Luxemburgo] Oi querida Claúdia,
que triste e amarga noticia me chegou nas minhas ferias de Sao Paulo!
Que incríivel a partida do Vito dessa terra. Faltam palavras para expressar o sentimento: Tive que repensar os poucos momentos que lhe conheci no ano 2012 junto com a Kathrin…ambas agora já não nos acompanhem no dia dia …Com certeza o Vito segue acompanhando-nos com seu espirito, seu exemplo, sua forma de lutar na vida pela justiça, para uma vida mais justa e humana. Sinto gratidão de ter tido a possibilidade de conhece-lo!!!!
Pensei muito em vocês nesses dias. Quero manda-lhe a você e a toda a família e seus amigas e amigos muita forca e energia, abraços com muito carinho nesses momentos de dor e tristeza e confiança e animo para poder seguir nesse caminho.
Beijinhos e abraços bem fortes desde Berlim
Verona


– MORRE O CAMARADA VITO GIANNOTTI

[Por Leo Leal] Exemplo de luta e dedicação ao proletariado e a revolução Vito Giannotti faleceu nesta sexta-feira (24), aos 72 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Nascido na Itália, Vito chegou ao Brasil em 1964, aos 21 anos, onde trabalhou como metalúrgico e integrou as fileiras de importantes sindicatos e representações trabalhistas. Com a paixão e sinceridade que lhe era característica, defendeu a importância da comunicação como arma contra a burguesia, suas obras carregam o traço marcante da busca pela práxis materialista. Leia mais.


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[Por João roberto ripper] Cláudia, querida
Estava viajando e soube da morte de Vito Giannotti pelo meu filho Thiago. Só quero dizer que todos amamos ele e que conte comigo tudo de bom. Quando se vai m anjo, ficam as magicas em pozinhos pelo caminho. Beijo carinhoso
ripper


– PERDEMOS UM GRANDE CAMARADA, VITO GIANNOTTI 

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[Por Gerhard Dilger] Querida Claudia, que choque quando em plenas férias me chegou a triste notícia!!!
Sinto que quase tudo já foi dito sobre o Vito, em essas maravilhosas homenagens que eu vi, e sempre lembrarei dos nossos curtos encontros no Rio e aqui, sempre animados e inspiradores.
Continuaremos ao seu lado para que voces possam, da melhor forma, continuar o seu trabalho maravilhoso no espirito do Vito.
Voces estará na homenagem em SP, no sábado?

Até là!!
Beijos e muita forza
Gerhard


– JORNAL PUCViva EM HOMENAGEM AO NOSSO VITO

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[Por Beatriz Abramides] Na coluna Gauche na Vida da edição 957 do Jornal PUCVIva, Vito Giannotti recebe homenagem.

Leia aqui o jornal


– VITO GIANNOTTI, PRESENTE! AGORA, E SEMPRE!

TOPO DO SITE DO CENTRO

[Por Edival Nunes Cajá] Prezados companheiros e companheiras de luta do Vito Giannotti, agradeço de coração o convite, se eu pudesse, se a distância não fosse tão grande estaria aí, com vocês, nesta justa, necessária e sincera celebração da vida do Vito e da causa da libertação proletária que ele coerentemente abraçou.
Tornei-me amigo do Vito por meio de um amigo comum, Carlúcuio Castanha, companheiro de cárcere na resistência à ditadura aqui, em Recife, e depois construtor da oposição metalúrgica de São Paulo. Lamentamos informar que neste último dia 20 de julho também nos deixou o camarada Antônio Vieira Santos, o companheiro Vieira, como todos o chamavam, um talentoso educador e organizador dos trabalhadores do campo. Os três cultivavam uma mútua amizade revolucionária e tinham em comum a defesa intransigente da pureza ideológica dos princípios revolucionários e da necessidade da organização da classe trabalhadora pela base e cimentada numa profunda solidariedade de classe. Para eles estes princípios eram irrenunciáveis para a vitória da nossa classe.
Vito, Carlúcio e Vieira vivem e renascerão sempre nas novas gerações de lutadores da classe operária!
Camarada Vito Giannotti, Presente! Agora e sempre!
Abraço,
Edival Nunes Cajá
Pela diretoria do Centro Cultural Manoel Lisboa de Pernambuco.
Recife, 07 de agosto de 2015.


– LIVRO “MÍDIA E PSICOLOGIA: PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E COLETIVIDADE”

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[Do Conselho Federal de Psicologia – CFP] Na página 141 do livro Mídia e Psicologia: produção de Subjetividade e coletividade apresenta a participação do coordenador do NPC, Vito Giannotti, no seminário que articulou Mídia e Psicologia, no Rio de Janeiro. O encontro foi entre os dias 28 a 30 de junho de 2007. O desejo era que o lugar pudesse abrigar os nossos anseios em colocar no cotidiano dos Psicólogos brasileiros, não somente o comum acesso as programações de Rádio e TV, mas, sobretudo a pauta desta discussão. A proposta era de promover o questionamento público sobre o extremo poder da mídia brasileira em sua concentração de discursos únicos de menos de dez famílias, que dirigem e unificam as notícias e entretenimento em poderosas redes nacionais, solicitando e direcionando incessantemente os focos de atenção da sociedade
brasileira, levando ao paroxismo o senso comum desdobrado em uma sensação de desertificação das diversidades de pensamento e de uma imposição de uma falsa neutralidade ideológica.

Leia aqui o jornal


– VITO GIANNOTTI: O OPERÁRIO QUE LÊ E A HISTÓRIA DE GENTE SEM NOME DE AVENIDA

[Por André Nicácio Lima] “Neste livro, falarei o mínimo necessário nos nomes de generais, ministros, presidentes da República ou chefes de fundações. Os milhares de livros que existem já falam demais sobre eles”

O já saudoso Vito Gianotti advertia já no prefácio de sua “História das lutas dos trabalhadores no Brasil” que o sujeito daquela história não era o mesmo das narrativas escritas pelos vencedores. Dedicado sobretudo à formação política e de comunicação, ele também escrevia e divulgava história. História plebeia, camponesa, quilombola… História de gente sem nome de avenida. No caso deste livro se tratava de história operária, a que mais o interessava. Vito havia sido estudante de filosofia e metalúrgico, era o “operário que lê” de Brecht. Mas um operário que depois de muitas leituras e de muita atuação na luta social decidiu contar aos demais operários que lêem (e, indiretamente, aos que não lêem) quem construiu a Tebas das Sete Portas. Ou melhor, a ponte Rio-Niterói, que nas palavras de Vito não foi obra de um ditador que provavelmente nunca tinha “segurado na mão uma simples colher de pedreiro.”

O prefácio se chama “Por que conhecer nossa história?” e percebe-se que a palavra “nossa” não diz respeito a “nós, brasileiros”, mas a “nós trabalhadores brasileiros”. Ou melhor, “nós trabalhadores brasileiros solidários com os trabalhadores de todo o mundo”. Trata-se de história da luta dos operários, escrita para operários, por alguém com vivência operária e que dedicou boa parte da vida à luta por esta causa. Algo muito diferente tanto da antiga “história oficial” do Brasil, quanto de sua versão tragicômica e farsesca, que hoje tem seu nicho garantido no mercado editorial. Algo diverso também do que se escreve nas universidades, ainda que aí também exista uma minoritária “história vista de baixo”, que dialoga com a história operária feita por Vito, mas que não se confunde com ela.

Vito encarnava bem uma geração da esquerda combativa para a qual a história acontece no chão da fábrica. Esta visão não está apenas em seus livros de história, mas na própria opção por se envolver na oposição sindical, num tempo em que “autonomia operária” era a palavra de ordem contra um sindicalismo que obedecia ao Estado ditatorial. Naquele tempo, a classe operária industrial carregou a bandeira da democracia popular no Brasil, conduzindo movimentos como o dos sem-terras, o das mulheres e o dos indígenas, rumo ao projeto de universalização dos direitos sob um Estado democrático.

De lá pra cá, o progresso capitalista trouxe por todo o mundo a rápida perda de operacionalidade de muitas das tradições de luta, não só operária, como popular e democrática. Nunca foi tão evidente que capital é a crise, que há muito se sabe não ser puramente financeira, mas de todo o edifício social, político, econômico, cultural… A geração do protagonismo do chão da fábrica se deparou com um sistema global de gestão da crise capaz de destroçar as tradições da classe operária e, portanto, sua força como sujeito histórico. Vito, como ensina o melhor da tradição da esquerda, voltou aos debates clássicos, sobretudo àquele sobre a construção da hegemonia, e dedicou-se à comunicação, à tentativa de quebra do cerco midiático que isola e criminaliza os movimentos sociais.

A classe trabalhadora nunca parou de lutar, como ensinam as obras de Vito, mas a trajetória recente do autor se deu num período não só de derrotas, mas de descompasso entre esta luta e a tradição da esquerda, que enfrenta enormes desafios num mundo em rápida transformação. Atadas a um projeto político que se comprometeu, acima de tudo, com patrões e latifundiários, as tradições daquela classe operária são geralmente tratadas como simples pano-de-fundo para a biografia de um ex-operário, ex-presidente e futuro nome de avenida (talvez, como Vargas, exceto em São Paulo). Para o grande capital interessa uma visão histórica fundada em grandes personagens, incluindo aqueles do movimento operário. Não era assim para Vito.

É justamente a eleição de Lula que encerra a “História das lutas dos trabalhadores no Brasil”. Eleição que, nos contam os parágrafos finais, foi impulsionada pelas esperanças de milhões de anônimos num país menos injusto, num país que passasse a reparar “a enorme dívida social acumulada durante 500 anos”, num país que não fosse líder em cada índice de “barbárie social”. Ali, como em diversos outros momentos da obra, está clara a posição em que o autor se encontra, de sujeito da história, comprometido com os princípios que se construíram nos mais de dois séculos de luta da classe operária. Ele narra o ano de 2002 do ponto de vista do militante esperançoso, mas que desconfia do marketing e dos compromissos financeiros e políticos da campanha petista. Narra as fissuras no interior do que havia sido o projeto democrático popular, fissuras então encobertas pela euforia da vitória da esperança sobre o medo. Não é uma história do ponto de vista do partido, de uma corrente ou organização (o que facilmente viraria “história oficial”), mas do ponto de vista de quem se orienta pelos velhos princípios socialistas.

É definindo e reafirmando esses princípios que Vito encerra a “História das lutas dos trabalhadores no Brasil”. E encerra num salto de um século e meio em direção ao passado, salto que, sob o céu livre da história, ignora as fronteiras nacionais:

“A frase de Marx, na fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores, em 1864, ‘A libertação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora’, voltaria à mente de muitos trabalhadores. Esta frase, para muitos militantes, impõe-se como um referencial cada vez mais necessário para se pensar na construção de uma sociedade justa, igualitária, independente e livre, isto é, socialista.”

Ferrenho defensor desses princípios, o “operário que lê” partiu em tempos de avanço da barbárie capitalista, mas deixou sementes plantadas nos espaços de formação que ofereceu, nos veículos de comunicação que ajudou a criar, nos livros de história que escreveu. Diante de perspectivas nebulosas, Vito procurou até o fim construir uma esquerda que seja capaz de formar as novas gerações, de quebrar o cerco das corporações de mídia e de compreender seu lugar no interior de uma tradição de lutas. Para além da tristeza da perda de um companheiro tão querido para tantos, importa manter viva, atuante e (auto)crítica uma tradição essencial para o enfrentamento dos desafios colocados hoje. Que, além da frase de Marx, não nos esqueçamos da frase de Rosa, escrita há exatamente um século, diante de uma perspectiva também difícil: “nós não estamos perdidos e nós venceremos desde que nós não tenhamos desaprendido a aprender”


– MEUS AMIGOS, QUE TRISTEZA…VITO GIANOTTI FOI EMBORA

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[Por Gilberto Maringoni] Perdemos hoje – o Brasil – um incansável lutador pelos direitos dos trabalhadores.
Perdemos Vito Gianotti, guerreiro da democratização das comunicações e dono de um humor implacável.
E eu perdi um grande amigo. Estou absolutamente desolado.
Vito tinha 72 anos e chegou em São Paulo no terrível ano de 1964, vindo da Itália. Deixou os estudos de sociologia para trabalhar como metalúrgico. Fundador da CUT, era um intelectual da ação. Escreveu mais de vinte livros sobre diversos temas das lutas populares.
Nos anos 1990, lançou, no Rio de Janeiro, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), usina de cursos, debates, oficinas, livros e sobretudo ideias impulsionadoras da organização social.
Seus seminários anuais duravam uma semana, sempre em novembro. Centenas de ativistas afluíam de todo o país para participar dos intensos debates que promovia com lideranças sociais, intelectuais e profissionais de comunicação.
Tive a ventura de ser chamado algumas vezes para esses memoráveis eventos. Vito não convidava. Convocava, com aquele vozeirão carregado de sotaque napolitano, mezzo ranzinza, mezzo de pura gozação.
Falei com ele há pouco mais de um mês. Chamei-o para uma atividade da Fundação Lauro Campos, do PSOL. Não pode vir a São Paulo, pois marcara um compromisso em Porto Alegre, na mesma data.
“Mas na próxima, me chama que vou”, garantiu.
Não virá.
Que merda, Vito…
Ficamos todos mais pobres sem você.
(Um beijo à Claudia Santiago)


– ORGANIZADORES DO CURSO DE COMUNICAÇÃO POPULAR DO PARANÁ REBATIZARAM A ATIVIDADE. AGORA SE CHAMA CURSO VITO GIANNOTTI DE COMUNICAÇÃO POPULAR

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[Do Curso de Comunicação Popular PR] Vito Giannotti vai ser sempre figura constante no nosso Curso de Comunicação Popular do Paraná. Importante pensador da comunicação popular aliada à luta dos trabalhadores, o fundador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) muito contribuiu na construção da proposta de um evento sobre essa temática em nosso estado. Em homenagem a esse companheiro de luta, a atividade passa agora a ser chamada de Curso Vito Giannotti de Comunicação Popular.

Leia abaixo a carta construída pelos organizadores do evento:

CARTA A VITO GIANNOTTI

Vito Giannotti nos deixou no dia 24 de julho deste ano. Militante socialista e combatente pela comunicação contra-hegemônica, Vitão “deu o bolo” no III Curso de Comunicação Popular, depois de nos brindar com sua contribuição generosa e instigante nas duas primeiras edições. Por onde passou, o imprescindível Vito ajudou a plantar e regar sementes da mais intransigente das mais intransigentes rebeldias.

A compreensão de que a luta de classes também acontece no campo da comunicação – e de que é preciso aprimorar cada vez mais nosso arsenal para o duríssimo combate ao inimigo de classe – consolidou-se em cada militante de sindicato, movimento e organização que participou de curso, seminário ou mesmo de uma conversa, que fosse, com o mestre Vito.

Convicto de que não há saída para a Humanidade que não passe pelo socialismo, o italiano desbocado, de coração brasileiríssimo, enfrentou – entre outras barras – o ódio e a violência do aparato repressivo da ditadura empresarial-militar que desgraçou nosso país a partir de 1964. Munido da benfazeja teimosia que marca os verdadeiros combatentes, seguiu lutando, não capitulou. Seguiu abrindo, Brasil afora, senderos, trilhas, caminhos.

Perdemos a conta de quantos tijolinhos Vitão ajudou a assentar na construção do mundo com o qual sonhamos, que será fundado na felicidade como bem coletivo, na partilha, no tempo livre como verdadeira riqueza. Um desses tijolinhos é o nosso jornal Brasil de Fato, com o qual contribuía nas edições nacional e carioca.

Outro está aqui!

Vito deu apoio entusiasmado ao Curso de Comunicação Popular do paraná, que começou a brotar por inspiração no Curso Nacional do Núcleo Piratininga de Comunicação. Camarada Vito Giannotti, perdê-lo doeu demais em todos nós. Mas, tenha certeza, como amigos e militantes da mesma causa justíssima, seguiremos firmes, mirando-nos na tua exemplar história.

Seguiremos resistindo, como os vietcongs, até a vitória final, amigo e mestre!

Camarada Vito Giannotti, presente! Presente! Presente!

(foto: Cássia Miranda)  Leia mais.


– JORNAL “NASCENTE” DO SINDIPETRO/NF FAZ HOMENAGEM AO VITO

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[Do Jornal “Nascente”do Sindipetro/NF] Na edição 902, o jornal “NASCENTE” que pertence ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense fizeram uma bela homenagem ao professor Vito Giannotti. Os diretores do Sindipetro-NF Raimundo Teles, Antônio Alves e Tezeu Freitas representaram a entidade no velório do companheiro.
Vito Giannoti, presente

Leia aqui o jornal


[Do Grupo THESE] A Vito Gianotti, nossa homenagem e nosso afeto agradecido pelo grande lutador que foi, pelo que ensinou com graça, perspicácia política e irreverência, como pedem estes tempos soturnos.
Pudemos ouvi-lo no Debate Conjuntura do último dia 7 de julho. Vito se despediu e saiu andando com passo rápido, talvez, com a urgência das muitas lutas que sempre empreendeu em favor dos trabalhadores e deste país que se tornou seu.
Nosso reconhecimento e nossa emoção pela vida de intelectual e de militante que nos legou.
Pelo Grupo THESE,
Maria, Gaudêncio, Marise, Eveline, Júlio, Zuleide…


[De Giuseppe La Barbera] Agradeço a todas e todos pela infeliz notícia que eu nunca teria querido receber. Conheci e frequentei o Vito em diferentes ocasiôes, principalmente em atividades do Iiep. Eu nâo saberia falar melhor do que vcs estào fazendo jà com grande saudade, mas com fidel aderencia a sua personalidade incomum. Certamente ele deixa um grande vazio entre aqueles que o conheceram. Sò quero lembrar neste momento a sua virtude de ser aberto e direto nas discordâncias, que ele sabia acompanhar com total e natural respeito da pessoa.
Um grande abraço.
Pino


– 

[Por Marise Ramos] De fato, é uma triste perda! Mas Vito soube construir seu legado, por meio do qual ele permanecerá na luta.
Tivemos a sorte de tê-lo conosco no debate Conjuntura. Que bom que tivemos a ideia de chamá-lo. Assim, manteremos a memória recente de seu jeito irreverente, convicto e sonhador de pensar e agir político. E, ainda, pela oportunidade de jovens universitários poderem conhecê-lo.

Abraços.
Marise


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[Por Sindicato dos Comerciários de Fortaleza] 


– JORNAL SISMUC

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[Por Guilherme Carvalho] Vito, presente! O Jornal do Sismuc resgata entrevista
com Vito Gianotti, comunicador popular e sindical, que faleceu recentemente. Leia o Jornal SISMUC


– EMOÇÃO MARCA EVENTO EM HOMENAGEM A VITO GIANNOTTI, NA UERJ

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[Do SINTUPERJ UERJ-UENF-UEZO-CECIERJ] A noite da última quinta-feira, dia 10 de setembro, foi marcada por cerimônia em homenagem a memória de Vito Gianotti, um dos grandes nomes do jornalismo sindical no Brasil. A memória do sindicalista, jornalista e escritor, que faleceu no último dia 24 de julho aos 72 anos de idade, foi exaltada em evento promovido no auditório 91, nono andar do Pavilhão João Lyra FIlho, pelas entidades representativas dos trabalhadores da Uerj, o Sintuperj e a Asduerj (Associação dos Docentes). Estiveram presentes na composição da mesa da cerimônia a jornalista Cláudia Santiago, viúva de Gianotti, a coordenadora geral do Sintuperj Regina de Fátima de Souza, a presidente da Asduerj Lia Rocha e o servidor da Uerj Alberto Dias Mendes.

Assista o Vídeo Aqui


– HOMENAGEM FEITA PELO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BOQUIM/SE

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– VITO GIANNOTTI, PRESENTE!

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[Por jornal Terra Sem Males]

Era sábado, 11 de julho, quando às 6h30 a primeira edição do jornal Terra Sem Males chegou da gráfica. Toda a equipe iria se encontrar num ato dos jornalistas, na Boca Maldita, e logo após o ato, o jornal seria apresentado aos colegas. O impresso foi mantido num casual segredo entre poucas pessoas.  Nesse mesmo dia, sabíamos que Vito Giannotti estava em Curitiba, palestrando para dirigentes sindicais bancários no Espaço Cultural do Sindicato. Sabíamos que Vito era a pessoa ideal para receber nosso impresso em primeira mão. Estávamos praticando da sua cartilha, o que ele tanto acredita, na comunicação popular feita pelos trabalhadores, sob o olhar dos trabalhadores, para os trabalhadores. Leia mais.


– A LUTA POR UM NOVO SINDICALISMO

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[Do PCO- PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA] No próximo dia 24, completa-se um mês da morte do companheiro Vito Gianotti, aos 72 anos de idade. Tradicional militante da esquerda que, há anos, atuava como palestrante, escritor e coordenava o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).  Vito teve um papel dirigente na luta dos metalúrgicos paulistanos nas décadas de 1970 e 1980 e uma breve analise sobre sua trajetória militante é uma oportunidade para refletir sobre o balanço da evolução da luta do movimento operário naquela etapa decisiva da luta de classes no Pais, inclusive na formação das algumas das maiores organizações sindicais e politicas de nossa histórica, como é o caso da CUT e do PT.

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– VITO NÃO ERA DE MEIAS PALAVRAS E, COM BOM HUMOR, NOS DAVA GRANDES LIÇÕES

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[Por Bruna Andrade] “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos dias e são muito bons; porém, há os que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis” (Bertolt Brecht). Vito Giannotti certamente foi um dos imprescindíveis a quem se referia Brecht. Na sexta-feira, 24, ele nos deixou após 72 imprescindíveis anos de luta.

Nascido na Itália, Vito chegou ao Brasil em 1964, aos 21 anos. Trabalhou como metalúrgico em São Paulo, onde iniciou sua luta ao lado dos trabalhadores brasileiros na Oposição Metalúrgica e na Central Única dos Trabalhadores. Em meados da década de 1990, ao lado de sua companheira de vida, Cláudia Santiago, fundou o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), referência para a comunicação sindical e popular.

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– MORREU VITO GIANNOTTI, PIONEIRO NA LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – VÍDEOS

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[Da redação Conexão Jornalismo ] Vito nasceu na Itália, mas estava aqui desde os 21 anos. Mais do que um brasileiro, ele era um cidadão do mundo – ou melhor, do mundo novo pelo qual sempre lutou. Livre de explorações e opressões. Apaixonado pela vida, ele foi um grande defensor dos trabalhadores. Acreditava que as transformações políticas e sociais passam necessariamente pela conscientização das pessoas, e que para isso é preciso construir uma Comunicação plural e verdadeiramente democrática. Vito Giannotti tornou-se uma referência para todos os que atuam nas Novas Mídias, com seu potencial para mudar o Brasil e o planeta. Neste sábado, ele recebeu uma homenagem emocionada do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Leia e veja vídeos com depoimentos de Vito


– VITO GIANNOTTI (1943-2015) – Você estará sempre presente!

[Por Claudomir Tavares ]  Uma unanimidade entre comunistas, socialistas, lutadores do povo brasileiro.  Conheci este grande camarada em 25 de março de 2012 quando, acompanhado de seu amigo pessoal Manuel Nogueira (a época dirigente do SINDIFISCO/SE, hoje militante da Unidade Classista) e do camarada Leonardo Dias (atualmente membro o Comitê Central do PCB) participamos no Rio de Janeiro e Niterói dos 90 anos de fundação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o mais antigo partido político brasileiro.    Leia mais.


– VITO GIANNOTTI, UM ILUMINADO 

[Por Henrique Acker] Quatro pessoas me influenciaram diretamente na carreira de jornalista. Um deles, sem dúvida, foi o meu querido amigo Vito Gianotti. Muita gente conheceu o Vito, mas eu tive o prazer de conviver com ele.
Foi lá pelos idos do início dos anos 90. Tinha acabado de chegar a São Paulo para trabalhar na CUT Regional SP, uma espécie de CUT da capital, que tinha organização nas diversas áreas da cidade.

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–  GRITO DOS EXCLUÍDOS HOMENAGEOU ESCRITOR VITO GIANNOTTI NO RIO

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[Por Nanna Pôssa / radioagencianacional.ebc]  Após o desfile cívico militar do 7 de setembro, movimentos sociais realizaram um protesto na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. Essa foi a 21ª edição do Grito dos Excluídos, que teve como tema “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome”?

Segundo o diretor da Central de Movimentos Populares, Marcelo Edmundo, o Grito dos Excluídos surgiu como um contraponto.

O escritor Vito Giannotti foi lembrado durante o protesto. O italiano radicado no Brasil morreu no final de julho de causas naturais. Sua esposa, Claudia Santiago, diz que participar do grito dos excluídos é uma forma de manter viva a voz de Vito.

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–  STIU-DF HOMENAGEIA VITO GIANNOTTI EM SEU JORNAL ENERGIA ALERTA

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[Por STIU-DF]  O jornal “Energia Alerta”, do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF), fez uma linda homenagem ao nosso coordenador, Vito Giannotti. Ele e Claudia Santiago foram os idealizadores do veículo. Diz o texto: “Oscar Niemeyer dizia “a vida é um sopro”. Mas no caso do escritor, jornalista, professor, militante da comunicação popular e metalúrgico, Vito Giannotti, a vida era como um furacão. Sua força arrasadora contagiava os milhares de alunos que o ouviam em palestras, cursos e seminários que ele deu Brasil afora. E os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico em Brasília tiveram o privilégio de ouvir e aprender um pouco com os seus ensinamentos”.

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– VITO GIANNOTTI É HOMENAGEADO NO 1º SALÃO DO LIVRO POLÍTICO

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[Do 1º Salão do Livro Político]  O 1º Salão do Livro Político, realizado entre os dias 24 e 26 de setembro, em São Paulo, por editoras de esquerda, prestou uma homenagem ao escritor Vito Giannotti, um dos fundadores do NPC. Ele faleceu há dois meses, deixando seu exemplo de militância, um grande legado de luta e muita saudade. Claudia Santiago Giannotti esteve presente na homenagem.

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– VITO GIANNOTTI RECEBE HOMENAGEM NOS DOIS ANOS DO JORNAL BRASIL DE FATO RJ

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[Do Jornal Brasil de Fato RJ]  Na última quinta-feira, 30 de abril de 2015, um evento na ABI comemorou os dois anos do jornal Brasil de Fato RJ. Vito Giannotti esteve em uma mesa sobre a importância da imprensa popular na luta de classes e na batalha das forças populares contra os veículos burgueses de comunicação. Nosso coordenador também foi homenageado, na ocasião, por ter sido um dos maiores incentivadores do veículo e da comunicação dos trabalhadores como um todo.

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– VITO GIANNOTTI: PRESENTE!

[Por Alexandre Haubrich]  A noite de 24 de julho levou um lutador. Vito Giannotti, que junto com sua companheira Claudia Santiago criou e coordenava o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), estandarte da defesa e do trabalho por uma mídia democrática e popular, morreu em sua casa. Através de cursos e publicações, o NPC trabalha há mais de duas décadas capacitando movimentos populares e entidades sindicais para a construção de uma comunicação vinculada de fato aos interesses e à voz dos trabalhadores. A busca incessante por uma sociedade diferente fez de Vito um daqueles sujeitos que Brecht apontaria como imprescindíveis, os que “lutam toda a vida”. Leia mais.


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Uma resposta para HOMENAGENS

  1. Geraldo Muzykant disse:

    Porra, esse “carcamano” do caralho tá fazendo uma falta filha da puta. Ainda bem que tem esse povo porreta e batalhador do NPC que está suprindo a ausência física do Vitão e nos brindando com esta compilação de fotos, artigos etc. Parabéns!

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